Quem sou eu?

Minha foto
Recife, Pernambuco
Poderia dizer que vivo de sonhos, mas creio que são eles que vivem em mim. Arriscaria classificar-me como quixotesca, a cada dia mato meus gigantes para, na manhã seguinte, aperceber-me de que eles não passavam de meros moinhos. Acredito firmemente que as melhores pessoas tem um quê de loucura, manter-se fixo na realidade é enfadonho. O ideal mesmo é tirar os pés do chão e, se possível, aprender a voar.
Mostrando postagens com marcador loucura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador loucura. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Subconsciente

Você já parou para analizar todas as coisas que pensamos, mesmo que inconscientemente? Nós, os seres humanos somos dotados de inteligência, razão, mas algumas vezes os nossos atos são impulsionados por uma parte de nós que se encontra enterrada, quase esquecida dentro de nós mesmos. Cito aqui o famoso livro “Dr.Jekyll & Mr.Hyde” no qual um renomado médico realiza uma série de experimentos e se converte em um monstro, sanguinário e repugnante. Ao realizar essa transformação, o doutor se sente incrivelmente bem (ao menos a princípio) porque se liberta de sua personalidade correta, ou seja, a que se encaixa exatamente nos moldes da sociedade da época. O pai da psicanálise, Sigmund Freud fez uma análise dessa obra e segundo ele todas as pessoas têm um Mr.Hyde dentro de si mesmas, que só espera uma oportunidade, um momento, para sair. Todos temos um lado bom e um lado ruim por assim dizer. Esse conceito pode ser aplicado a um símbolo chinês muito conhecido, o yin-yang, que representa a dualidade, duas forças complementares que compõem tudo que existe e que equilibram o mundo. De um modo geral, pode-se dizer que uma pessoa não é má, mas na sua essência existe a maldade (mesmo que de um modo implícito).


terça-feira, 5 de julho de 2011

Morte

Creram que eu estava louco! Loucos eram eles, com suas ideias hipócritas e pensamentos equivocados. Nunca estive tão saudável em toda minha vida. Tinha certeza de que a via. Todas as noites sua sombra me atormentava, tacirturna, silenciosa, um perfeito vulto fantasmagórico. E eu, assustado, incapacitado, estirado em uma cama, ouvia-lhe sussurar baixo, ao meu ouvido:
_Vem comigo...
Até que um dia comecei a acreditar neles, passei a crer que havia perdido mesmo a razão. Mas minha cabeça me dizia que ainda conservava meu juízo. E meu corpo não queria acreditar que aquela terrível sensação de frio que me lacerava quando ela vinha não era real. Passaram-se meses, e me afastei das pessoas. Me tornei um ser tão medroso que me tranquei na minha própria casa, que passou a ser não só meu refúgio, mas também minha prisão. Não saia, não falava com ninguém. Minha mente me prendeu dentro de mim mesmo. Tinha visões. Chorava, estava fraco. Tão fraco que um dia ela chegou, a indesejável, com sua face pálida e mórbida e o seu terrível riso de deboche. Me beijou lentamente nos lábios, sugando minha vida pouco a pouco, e me levou, tão serena e silenciosa como havia vindo.