É realmente curioso o poder que as palavras tem. Às vezes penso que elas são entes vivos, que se constroem e se reconstroem constantemente. Quando se organizam dão lugar à uma história, que é um texto inacabável. Mesmo que tenham um ponto final, nunca estão realmente terminadas, continuam a se desenvolver na cabeça do próprio autor, na imaginação e no sentimento dos leitores. Por isso digo que quem lê experimenta uma sensação única, de liberdade. Ler é criar um universo maravilhosamente novo e ao mesmo tempo já conhecido, é voar e imaginar a vida de um modo diferente. As palavras escritas são, muitas vezes, mais significativas que as faladas, pois quem fala pode estar simplesmente profanando palavras levianas, sem sentido verdadeiro. Por outro lado, as palavras escritas sempre ficam, porque foram eternizadas em algum lugar.
"As palavras sempre ficam. Se me disseres que me amas, acreditarei. Mas se me escreveres que me amas, acreditarei ainda mais. Se me falares da tua saudade, entenderei. Mas se escreveres sobre ela, eu a sentirei junto contigo. Se a tristeza vier a te consumir e me contares, eu saberei. Mas se a descreveres no papel, o seu peso será menor. Lembre-se sempre do poder das palavras. Quem escreve constrói um castelo, e quem lê passa a habitá-lo".
(Silvana Duboc)


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